Líder supremo do Irão ordena resposta militar "sem limites geográficos" às novas ameaças

Líder supremo do Irão ordena resposta militar "sem limites geográficos" às novas ameaças

Mojtaba Khamenei, líder supremo do Irão, ordenou este sábado às Forças Armadas do país que respondam imediatamente e "sem limites geográficos a qualquer ameaça inimiga".

RTP / Adicionar como fonte informativa
Foto: Majid Asgaripour - WANA via Reuters

Num comunicado divulgado pelo Telegram, Khamenei afirmou que o Irão determinaria o momento e as condições para pôr fim a quaisquer novos ataques militares ou “ataques terroristas por parte dos seus inimigos”.

Ordenou ainda uma atualização da lista de alvos militares para colocar os ativos “físicos e não físicos” dos EUA e de Israel ao alcance das forças iranianas.

"Se os inimigos voltarem a lançar ataques militares ou terroristas, serão as Forças Armadas da República Islâmica e o povo iraniano que determinarão o momento e as condições do seu fim", refere o comunicado atribuído.

No mesmo sentido, o Exército iraniano advertiu também este sábado que um novo ataque dos Estados Unidos apenas alargaria a guerra a uma zona geográfica mais vasta, depois de Washington e Israel terem ameaçado realizar novas operações militares.

O aviso surge numa altura em que decorrem novos esforços diplomáticos para evitar o recomeço das hostilidades.

"Se o presidente norte-americano [Donald Trump] voltar a lançar-se numa aventura regional sob pressão dos sionistas [Israel] e com o objetivo de os satisfazer, as chamas da guerra alastrarão, sem dúvida, a uma zona geográfica muito mais vasta", declarou na rede social X o porta-voz do Exército iraniano, Mohammad Akraminia.

Também o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, advertiu que "as poderosas Forças Armadas iranianas responderão a quem ousar atacar o povo" do Irão.

Na sexta-feira, uma delegação do Catar chegou à capital iraniana para conversações com altos responsáveis do Irão.

O Qatar e o Paquistão desempenham um papel de mediação nos esforços para retomar as negociações de paz, na sequência de um acordo de cessar-fogo alcançado em abril.

Contudo, estas iniciativas ainda não permitiram chegar a um acordo duradouro.

c/ Lusa
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